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Fazendo música através do lixo no Paraguai

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Cateura é uma cidade construída sobre um enorme lixão na periferia de Assunção, capital do Paraguai, onde 1.500 toneladas de lixo são despejados todo dia. Mais de 2.500 famílias vivem ali, muitos ganhando a vida reaproveitando parte do lixo e vendendo-o.

Alguns deles também estão fazendo música – com violinos, violoncelos, saxofones e percussão, todos cuidadosamente construídos com os materiais à mão, um processo que pode demorar semanas. Esses instrumentos inovadores incluem latas de óleo vazias ou raios-x como cobertura de tambor.

O projeto musical começou quando o trabalhador social Favio Chávez buscava fornecer às crianças de Cateura uma atividade simples para mantê-las ocupadas. Ele não imaginava que que os novos músicos se tornariam “Los Reciclados”, uma orquestra de 25 crianças tocando de tudo, desde Beethoven a Beatles, em concertos pela América Latina.

A história de Los Reciclados está pronta para viajar pelo mundo através do documentáro Ladfill Harmonic (A harmônica do depósito de lixo), contendo o progresso da orquestra desde seu nascimento. Alejandra Amarilla Nash, produtora executiva, diz que “O filme joga luz em duas questões vitais de nossos tempos, pobreza e desperdício, mas é fundamentalmente a esperança que surge e celebra o poder transformativo da música”.

O filme é parte de programa mais amplo que quer replicar o projeto em outras partes do mundo, com subsídios da Cretive Visions Foundation, uma organização sem fins lucrativos que apoia que usam a arte para inspirar mudanças, além da Fundação MacArthur e uma campanha do Kickstarter.

Para Damien Short, Diretor do Consórcio dos Direitos Humanos da Universidade de Londres, a Landfill Harmonic é “o atestado de ingenuidade e espírito dos habitantes de Cautera face os excessos e desigualdades do capitalismo global e uma história a ser celebrada”.

A música pode ser o alimento do amor, mas na Cidade do Méximo está encorajando cidadãos a trocarem materiais reciclados por comida no Mercado de Trueque, um mercado lançado pelo ministério do meio ambiente e recursos naturais. O mercado aceita video,papel, papelão, latas de alumínio e garras PET, e em troca dá “pontos verdes” que podem ser trocados por produtos agrícolas (como alface, espinafre e palma) cultivados na Cidade do México e arredores.

Dê uma olhada em uma prévia de Ladfill Harmonic aqui:

 

Este artigo foi publicado originalmente no Green Futures, a revista de especialistas em sustentabilidade independente Forum for the Future. Imagem via Steve Snodgrass.