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Oito projetos criativos para utilizar a infraestrutura das cidades

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E se o seu orelhão local também fosse uma estação de recarga elétrica para o seu carro? Ou os andaimes se tornassem um lugar divertido para sentar e almoçar? Ou um outdoor que fosse um jardim de bamboo que limpasse o ar?

 

Todos esses exemplos são parte de uma nova exibição lançada essa semana organizada pela Sociedade de Arquitetos de Boston, chamada Reprogramando a Cidade: Oportunidades para a Estrutura Urbana. O programa apresenta uma visão global em que a infraestrutura existente  nas cidades pelo mundo pudessem ser reprojetadas, reutilizadas e reimaginadas para melhor servir os cidadãos no século XXI.

 

Reunidas pelo diretor de design urbano Scott Burnham, mostram mais de 50 exemplos de reuso criativo da infraestrutura urbana, de objetos físicos a sistemas funcionais e superfícies. Cidades representadas incluem Londres, Amsterdam, Copenhaguen, Hong Kong e Boston.

 

De acordo com Burnham, a exposição explora um novo paradigma de criatividade urbana e engenhosidade que lida com as ferramentas da cidade como plataformas de oportunidades. Infraestrutura não é o resultado final de um processo criativo, mas o começo de um novo processo:

 

“A cidade guarda um vasto número de habilidades intocadas. As estruturas, superfícies, objetos e sistemas que estão por trás das operações diárias tem potencial para fazer mais, para performar uma função alternativa ou assumir um novo papel no mecanismo da cidade”, diz Burnham. “Reprogramando as cidades é uma visão global de maneiras  em que nossa infraestrutura urbana está sendo reimaginada e reinventada para expandir sua funcionalidade e tornar-se a funcionalidade da própria cidade”.

 

Um dos projetos incluídos é o Soft Walks de Nova Iorque, que foi mostrado aqui em janeiro. Outros projetos demonstram como, ao redor do mundo, pessoas estão encontrando mais e melhores maneiras de utilizar cabines telefônicas, outdoors, andaimes, pontos de ônibus e até parquímetros.

 

Projetado por Bland Hoke e Howard Chambers, Softwalks é um kit de mobiliário que inclui uma cadeira, luminária, prateleira e vaso de planta, que, acoplado aos andaimes os transformam em áreas temporárias de reunião para descanso público. O projeto foi inicialmente bancado pelo Kickstarter, uma plataforma de financiamento coletivo.

 

City Meter

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Desenvolvido por Mayo Nissen e Scott Bunrham em cooperação com a Cidade de Boston, City Meter é uma experiência de como parquímetros podem ser reutilizados para servir melhor todos os cidadãos em do lugar aonde estão instalados. O protótipo na exposição imprime informações sobre reparos nos problemas estruturais da cidade.

 

Outdoor da UTEC 

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Proposto pela Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC) de Lima, Pero, converte a umidade relativa do ar da região (98% em média) em água potável. O ar é processado através de uma série de máquinas de osmose reversa instaladas dentro de outdoors, junto de filtros de ar, condensadores e filtros de carbono, gerando uma média de 94 litros de água por dia, que fica armazenada em tanques no topo e saem em uma torneira que fica na base do outdoor.

 

Urban Air 

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Criado pelo artista de Los angeles Stephen Glassman, Urban Air representa uma iniciativa para transformar outdoors em jardins urbanos de bambu. Com o Urban Air, o outdoor perde sua função comercial e a estrutura ganha plantadores artificiais com bambu natural.

 

Umeå Energi 

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A companhia sueca de energia Umeå Energi, criou uma maneira de combater alguns efeitos dos meses escuros de inverno ao substituir as luzes existentes em 30 dos pontos de ônibus da cidade por lâmpadas anti-SAD (Desordem de Humor Sazonal). As iniciativa das  “lâmpadas terapêuticas” convida os passageiros a gastar alguns minutos por dia em frente às luzes enquanto esperam seus ônibus, para absorver os benefícios do sol que, que pouco aparece no inverno.

 

The cascade 

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 Criada pelo Instituto Edge Design, uma estrutura monolítica no Centro de Hong Kong foi transformada de escadaria pública em área para descanso coletivo, com jardins, dando significado extra a um espaço negligenciado.

 

Uma bolsa de lixo para itens ainda utilizáveis. De acordo com os inventores Maarten Heijltjes e Simon Akkaya, a bolsa é uma maneira convidativa de oferecer uma segunda chance a produtos e estimular o comportamento sustentável.

“Pode ser aquele vaso roxo que sua cunhada te deu ou a cafeteira que está na cozinha há séculos. Todo mundo tem alguma coisa que não quer mais. De vez em quando jogamos for a esses itens, enquanto eles ainda podem ser bons para outras pessoas. Esses objetos desaparecem em bolsas de lixo cinza e terminam em depósitos. Goedzak oferece a esses itens uma segunda chance, estimulando as pessoas a se livrarem de seus produtos de uma maneira mais sustentável e consciente. Goedzak pode estender a  vida útil de um produto”.

 

Utilizando a infraestrutura existente, a Telekom Austria Group converteu cabines telefônicas em estações de recarga para veículos. Qualquer um “carregando o tanque” pode pagar como se fosse um ticket de estacionamento – através do celular. A primeira estação de recarga de Viena foi lançada em 2010 e no período de um ano outras 30 cabines foram transformadas em estações de recarga para veículos elétricos.

Jillian Glover é consultora de comunicações especializada em problemas urbanos. Ela é ex-comissária de planejamento urbano de Vancouver e tem um mestrado em Estudos Urbanos. Ela é nascida e criada em Vancouver.

imagem via loozrboy