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Vozes de Nairóbi: Negócios emergem em uma cidade de grandes contrastes

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Este post também está disponível em: Inglês, Chinês, Persa

Este é o primeiro artigo de uma série, cobrindo visita do This Big City ao Commmunity Light Centre da Philips em Nairobi, no Quênia, como parte da Africa Roadshow .

Cada cidade tem uma voz própria. Algumas cidades fazem muito barulho, enquanto outras são modestas sobre o que acontece por lá. Recentemente, fui convidado a visitar Nairóbi – uma daquelas cidades coloridas com uma voz bem alta – como parte de uma visita ao Community Light Centre Project da Philips Light. Nairóbi, eu descobri, tem um conjunto muito empolgante e contrastante de vozes.

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Ao chegar no hub do Leste Africano com cerca de 3 milhões de habitantes, eu não pude deixar de notar que eu estava entrando em uma cidade muito diversificada e emocionante. Isso ficou claro enquanto eu caminhava pelos corredores do Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, onde havia pessoas de todo o mundo em roupas coloridas, cubículosde oração mutli-religiosos e voos que chegam da Ásia, Oriente Médio e Europa. Isso ficou ainda mais evidente quando pasamos pelos s outdoors apresentando os mais recentes produtos de grandes multinacionais em nosso caminho para o hotel.

Ao longo dos próximos dias passamos a maior parte do tempo vagando pelos bairros de Nairóbi. Primeiro foi a CBD. Sendo o coração da cidade, a CBD hospeda sedes de empresas internacionais e ministérios do governo junto com uma mistura de arranha-céus mais antigos (principalmente construídos após a independência do Quênia, em 1963), edifícios de vidro corporativos modernos, edifícios coloniais e muitas, muitas lojas. Ficou claro que esta parte da cidade era toda comercial, divertida e cheia de tráfego.

Atravessamos o centro da cidade, e como as pessoas se aproximaram de nós para aprender sobre nossas intenções em Nairóbi, acabamos dentro dos estreitos corredores de um edifício da década de 1970 bastante labiríntico. No interior, fiquei surpreso ao encontrar mais diversidade e atividade econômica do que em qualquer rua ou centro comercial em que eu já estive no Reino Unido. De pequenos escritórios e cibercafés a cabeleireiros e agentes turísticos, o espaço fechadoparecia mais uma extensão da própria cidade do que um edifício separado, na verdade a única coisa que os separava era o portão de segurança que obrigava transeuntes a declarar qualqueobjeto metálico ao entrar no prédio.

No entanto, o centro de Nairóbi não reflete a totalidade da cidade. Mais longe do centro da cidade agitada, Nairóbi está rodeada por uma mistura de antigos e novos desenvolvimentos que mostram o tecido social da cidade e as forças que estão impulsionando o seu desenvolvimento. Assim que saímos do centro congestionado em direção às partes mais abastadas, como Parklands, Upper Hills e Westlands, percebi que novas auto-estradas e obras de construção de alta densidade foram se alastrando por toda parte. “Nairóbi está em construção”, disse Philip – o nosso guia – enquanto seguíamos para visitar uma das favelas mais emblemáticas de África.

Nairóbi está crescendo economicamente. A cidade é classificada entre os melhores lugares para se fazer negócios no continente Africano, é o ponto de entrada para a África Oriental e é cada vez mais o centro de transportes de uma região maior do que a Europa Ocidental. Empresas internacionais, agências governamentais internacionais, como a UNEP e HABITAT e as principais ONGs tem sede na cidade queniana. O investimento estrangeiro direto também está chegando, vindo de grandes multinacionais e como resultado, atraindo imigrantes de toda a região. Isso, entretanto,exarcebou as questões sociais que claramente afligem a cidade.

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“Este é o problema no Quênia” sinalizou Philip enquanto passávamos por um condomínio fechado de luxo, alguns novos centros comerciais e espaços públicos ajardinados. Mais adiante temos um vislumbre de Kibera, uma das maiores favelas da África. Os contrastes são uma clara indicação de que o espaço tem uma alta demanda em Nairóbi, e como a cidade continua a crescer economicamente e o preço da terra está aumentando, não é claro que tem o direito à cidade, em termos de oportunidades econômicas, sociais e políticas.

No final da minha estada, eu descobri que o tom de voz de Nairóbi era essencialmente sobre contrastes. Embora existam vozes de esperança, ambição e calor humano, há também vozes de frustração e incerteza. Enquanto eu estava sentado tomando uma bebida local, assistindo a uma novela mexicana em um típico restaurante de estrada queniano, eu não pude evitar escutar as pessoas sentadas ao nosso lado. “Negócios são bons”, disseram eles, e de fato são. No entanto, em uma cidade como Nairóbi, “negócios são bons” é uma verdade que todos aspiram, mas nem todo mundo tem acesso.

No meu próximo post, eu vou mostrar como Philips está ajudando as comunidades na favela  Mathare a melhorar seus meios de subsistência através de iluminação LED sustentável.

Alejandro Echeverria é Editor do This Big City en español.

Imagens via @_tompayne_ and Alejandro Echeverria